Entra, fique a vontade. Mas entra mesmo. Com todos seus sorrisos e toda a sua sujeira. Eu te quero por inteiro. Não, pode se sentar. Não me importo que esteja molhado da tempestade. Tem um chuveiro ali, eu divido com você. Divido ele, a toalha, o cobertor, a xícara de café e a cama. Minha vida inteira eu dividiria com você. Mas você, eu não divido com ninguém.
E eu lá, não tinha um tustão, pulava de chinelo a catraca do busão; eu tinha vontade, mas não tinha uma razão, foi quando eu te encontrei; sem ar, sem chão.